terça-feira, 13 de janeiro de 2009

FILOSOFIA E AFINS...

REMBRANT - Der Philosoph (1633)
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*Zenão de Cicio (c.335-c.263 a.C.) Filósofo grego. Fundador da escola estóica de Atenas, que influenciou a evolução do pensamento filosófico e ético nos períodos helenístico e romano.

*Zenão de Eléia Reconhecido por Aristóteles como criador da dialética, Zenão de Eléia enunciou paradoxos que foram decisivos para a evolução do pensamento lógico, base de todo o conhecimento científico. Zenão nasceu por volta de 495 a.C. na colônia de Eléia, na Magna Grécia (sul da Itália). Pertenceu à escola eleática fundada por Parmênides, de quem foi amigo e discípulo. A grande tarefa que se propôs foi a de demonstrar as teorias do mestre, opondo aos que a combatiam argumentos estritamente lógicos e formais. Parmênides distinguia o conhecimento racional do conhecimento sensível: por ser o sensível mutável e contraditório, o ser e a verdade são dados do pensamento, cujo objeto é o ser idêntico a si mesmo. A dialética de Zenão consistia em admitir as proposições dos adversários para demonstrar, por redução ao absurdo, a contradição implícita nas conseqüências do que fora afirmado. Seus paradoxos procuraram demonstrar a inconsistência da idéia de multiplicidade das coisas no tempo e no espaço, em defesa da tese de Parmênides, segundo a qual o ser é uno e indivisível. Como o mestre, afirmou a identidade entre ser e pensamento: só existe o que é suscetível de ser pensado. Daí a célebre tese sobre a inexistência do movimento: como não é inteligível, o movimento não existe, ou seja, é uma ilusão dos sentidos. As idéias de Zenão encontraram eco na filosofia platônica. Zenão de Eléia morreu por volta de 430 a.C.
*Zhu Xi (1130-1200) Filósofo chinês. Sua síntese do pensamento neoconfucionista dominou por muitos séculos a vida intelectual do país. Membro da Escola dos Princípios, identificou, em linha racionalista, o saber com o bem.

Discours into the night¨
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*Zhuangzi
À parte as excentricidades que lhe são atribuídas, Zhuangzi revelou-se importante intérprete do taoísmo e influenciou o budismo chinês com seus ensinamentos, assim como a pintura e a poesia da China.
Zhuangzi (Chuang Tzu) nasceu em 369 a.C., em Meng, China, e foi contemporâneo de Mêncio. Sua doutrina baseia-se em Laozi (Lao-tsé) e consta do livro que leva seu nome. De seus 33 capítulos, os sete primeiros são em geral aceitos como autênticos. Os demais contêm apenas algumas passagens provavelmente escritas por Zhuangzi, mas as partes apócrifas são ricas em lendas sobre ele. Para exemplificar seu desapego ao mundo material, conta-se que, estando ele à beira da morte, expressou o desejo de permanecer insepulto, pois lhe parecia o mesmo ser devorado por abutres ou por vermes e formigas, sob a terra.
Para Zhuangzi, tudo o que pode ser dito ou conhecido sobre o Tao (Dao) não é, na verdade, o Tao, que não tem princípio ou fim, nem admite limites. A vida está sujeita às transformações permanentes do Tao, para o qual não há bem ou mal. As coisas devem seguir seu curso e os homens não devem preferir uma situação a outra. O homem verdadeiramente virtuoso é livre das imposições das circunstâncias, das ligações pessoais, da tradição e do desejo de modificar o mundo. Zhuangzi, que escreveu também livros de ficção e artigos contra o confucionismo, morreu em 286 a.C.

*Zoroastrismo
Dois princípios supremos, o bem e o mal, caracterizavam o zoroastrismo. Substituído pelo islamismo, o zoroastrismo reduziu-se a grupos de guebros no Irã e de parses na Índia, mas deixou traços nas principais religiões, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
Zoroastrismo é um antigo sistema religioso-filosófico que repousa no postulado básico de uma contradição dualista, a do bem e do mal, inerente a todos os elementos do universo. Os pressupostos do sistema foram estabelecidos por Zoroastro, ou Zaratustra, que, nascido na Pérsia no século VI a.C., que parece ter sido um reformador do masdeísmo ou mazdeísmo, antiga religião da Média. A doutrina de Zoroastro foi transmitida oralmente e recolhida nos gathas, os cânticos do Avesta, conjunto de livros sagrados da religião.
As reformas de Zoroastro não podem ser entendidas fora de seu contexto social. A sociedade dividia-se em três classes: a dos chefes e sacerdotes, a dos guerreiros e a dos criadores de gado. Essa estrutura se refletia na religião, e determinadas deidades (daivas), estavam associadas a cada uma das classes. Ao que parece os ahuras (senhores), que incluíam Mitra e Varuna, só tinham relação com a primeira classe. Os servos, mercadores, pastores e camponeses eram considerados insignificantes demais para ser mencionados nas crônicas e estelas, embora tivessem seus próprios deuses.
O zoroastrismo prescreve a fé em um deus único, Ahura Mazda, o Senhor Sábio, a quem se credita o papel de criador e guia absoluto do universo. Dessa divindade suprema emana seis espíritos, os Amesas Spenta (Imortais Sagrados), que auxiliam Ahura Mazda na realização de seus desígnios: Vohu-Mano (Espírito do Bem), Asa-Vahista (Retidão Suprema), Khsathra Varya (Governo Ideal), Spenta Armaiti (Piedade Sagrada), Haurvatat (Perfeição) e Ameretat (Imortalidade). Juntos, Ahura Mazda e esses entes travam luta permanente contra o princípio do mal, Angra Mainyu (ou Ahriman), por sua vez acompanhado de entidades demoníacas: o mau pensamento; a mentira, a rebelião, o mau governo, a doença e a morte.
Como fruto dessa noção, há no zoroastrismo uma série de exortações e interdições destinadas a dirigir a conduta dos homens, para reprimir os maus impulsos. Através do combate cotidiano a Angra Mainyu e sua coorte (que se manifestam, por exemplo, nos animais de presa, nos ladrões, nas plantas venenosas etc.), o indivíduo torna-se merecedor das recompensas divinas, embora tenha liberdade para decidir-se pelo mal, caso em que será punido após a morte. Enquanto religião, o zoroastrismo reduziu sensivelmente a importância de certos rituais indo-arianos, repelindo alguns elementos cerimoniais correntes no Irã, como as bebidas estimulantes e os sacrifícios sangrentos.
Após a adoção oficial do zoroastrismo pelos aquemênidas, no reinado de Dario I, redigiu-se o Avesta ou Zend-Avesta, livro sagrado no qual -- na parte denominada gathas, hinos metrificados em língua arcaica -- encontra-se a sistematização tardia dessa religião, que teria sido feita pelo próprio Zoroastro. Entretanto, sob os sucessores de Dario, o zoroastrismo transformou seu caráter, convertendo-se em mazdeísmo (ou masdeísmo), impregnado de crenças populares e mais complexo dos pontos de vista escatológico e ritualístico. Apesar dos pontos de contato entre o zoroastrismo clássico e o mazdeísmo aquemênida (como a purificação ritual pelo fogo), permanecem sem resposta conclusiva. Ainda se discutem entre os especialistas numerosas questões relativas à influência que a reforma de Zoroastro por certo exerceu sobre outros movimentos religiosos orientais, inclusive o judaísmo, o cristianismo e o maniqueísmo.

*Zoroastro (c.628 a.C.-c.551)
Religioso iraniano. Também chamado Zaratustra. Fundador da religião nacional persa, o zoroastrismo ou masdeísmo.

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